
A arqueóloga Bárbara Mertz tem uma reclamação contra o faraó do Egito, Ramsés II. Em seu livro Temples, Tombs, and Hieroglyphs (Templos, Tumbas e Hieróglifos), Mertz escreve: “O indivíduo chega a enjoar de ver a face, o contorno e/ou o nome de Ramsés estampados em metade das paredes que ainda permanecem em pé no Egito – pelo menos assim parece”. Insaciavelmente sedento de glória, Ramsés se deleitava com a religião egípcia, que ensinava que o faraó era divino.
Incrível, mas deixar uma marca estampada em alguma coisa não é tentação exclusiva de Ramsés II, esta muitas vezes tem sido nossa tentação!
É aquela tentação de ser notado, de ser aplaudido, de ser reconhecido e porque não apenas de ser lembrado!
Ah! Como lutamos com ela! Queremos um pouquinho só da glória que não nos pertence!
Quantas pessoas ofendidas e amarguradas porque se esforçaram tanto e não receberam os aplausos esperados! Não foram homenageados! Não foram tratados com a devida honra!
A ameaça é sutil e também muitas vezes não verbalizada. Perigosa, pois pode se esconder atrás de motivações “aparentemente” legítimas! Eu me esforcei tanto!
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